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Quem planta, colhe

Publicado na edição 162 de Agosto/Setembro de 2017

 Há pouco mais de um mês, a turminha da Creche Reneé Pinto Barja recheou a horta escolar do Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia  - Cepta com mudinhas de alface, repolho e cebolinha. Nesta quinta-feira (10), elas retornaram para fazer a colheita e levar para a escola o resultado do plantio.

“Hoje, vamos levar para a merenda o que plantamos. A próxima horta será agora na nossa creche”, disse animada a diretora Paloma Rocha. Os pais também vieram acompanhar e ajudar os pequenos na colheita. O engenheiro Mauro César da Silva Araújo, que veio de São Paulo há seis meses para viver na região agrícola de Magé, ficou encantado com o Cepta:


Foi uma experiência muito boa vir aqui, eu não sabia que tinha esse espaço tão bom aqui. Uma atividade como essa agrega muito para nossos filhos, tanto pelo contato com a natureza quanto pelo ensinamento dos valores da agricultura, elogia ele que é pai do aluno Brayan Araújo, de 3 anos.


As hortaliças e tempero colhidos da horta são orgânicos, ou seja, foram cultivados sem o uso de agrotóxicos; uma das práticas que norteiam as atividades do Cepta, segundo o engenheiro agrônomo   Michael Santiago. “Aqui nós respeitamos os padrões da natureza. Não usamos nem um tipo de agrotóxico, nosso adubo tem farinha de ossos, cama de frango, um método que usa o próprio mato como cobertura morta para manter a terra úmida e favorecer o crescimento da planta”, explica.


Segundo o secretário de Agricultura Sustentável, Miro Amorim, que acompanhou a colheita, destacou que o projeto Escola no Campo “busca chamar a atenção para os riscos do consumo de alimentos cultivados com o uso de agrotóxicos, para a promoção da agroecologia e dos alimentos orgânicos”. Toda semana, turmas das escolas municipais participam do Dia de Campo e aprendem sobre as práticas e a tradição agrícola durante a visita no Cepta.

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