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Futebol Internacional homenagem a Garrincha

Publicado na edição 159 de Agosto de 2016

Distante cerca de 60 quilómetros da capital do Rio de Janeiro, a cidade de Magé, localizada próximo da Região Serrana do estado, possui pontos de rara beleza natural, como montanhas, cachoeiras, quedas d"água, piscinas naturais e manguezais, ricos em fauna e flora.

Em época de disputa dos Jogos Olímpicos, porém, o município revive sua história no desporto, homenageando dois ilustres atletas que engrandeceram o nome da cidade: Garrincha, o eterno "Anjo das Pernas Tortas", considerado o mais célebre ponta-direita da história do futebol; e o triatleta Sérgio Cordeiro, colecionador de títulos em provas de longa distância, inclusive o Deca Ironman no México, em 2007, prova que envolve as incríveis distâncias de 10 vezes um Ironman: 38km de natação, 1.800km de ciclismo e 422km de corrida. Os jornalistas brasileiros e estrangeiros que estavam nesta terça-feira no Rio Media Center montado pela Prefeitura do Rio de Janeiro para os Jogos Rio 2016, tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre Magé, Garrincha e Sérgio Cordeiro.

Num quiosque, saborearam delícias gastronómicas da região, como diversos tipos de geleia, bananada sem açúcar, melado com farinha e aguardente. Também houve apresentação de Jongo, dança de roda de origem africana, com batuque e acompanhamento de tambores e solista no centro. O que mais despertou a atenção dos profissionais de imprensa, porém, foi a história dos desportistas de Magé. Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, ou simplesmente Garrincha, se notabilizou por seus dribles desconcertantes, apesar do fato de ter as pernas tortas. Ídolo do Botafogo, ele foi um dos principais jogadores nas conquistas, pela Seleção Brasileira, dos Mundiais de 1958 (Suécia) e, principalmente, de 1962 (Chile), quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador da equipa brasileira na conquista do bicampeonato. Garrincha morreu em 1983, aos 49 anos.


• Presente no Rio Media Center, o triatleta Sérgio Cordeiro, de 62 anos, distribuía sorrisos enquanto contava um pouco de sua trajetória, invejável em provas de longa distância. Além da conquista do Deca Ironman, em 2007, e do terceiro lugar, em 2010, foi o sexto colocado no Quintuple Enduroman Reino Unido, em 2012. Conta com dez participações em Ultraman e em provas extremas, como a Maratona do Monte Everest, a 5.184 metros de altitude e frio de menos 40 graus; e os 217km da Ultramaratona do Vale da Morte, na Califórnia (EUA), sob um calor de 60 graus. Vale ressaltar ainda sua conquista no Circuito Mundial de Ultra Triathlon (IUTA), em 2005. Residente em Magé, o triatleta está sempre envolvido em ações sociais, como o Desafio 280km Rio/Paraty, que fez parte da Campanha do INCA Voluntário, e a Campanha Atleta Sangue Bom. "Enfrentei frio e calor extremos em competições e sei da importância de estar bem de saúde. Aliado a isso, ajudar ao próximo é muito importante e participar dessas atividades sociais é, para mim, gratificante", 

Hélio Araújo, no Rio de Janeiro