JORNAL MILENIO VIP

Histórias de Magé

Risôleta Goulart da Silveira Matuck a Maior Poeta Mageense

- Professora, admitida em 12/07/33, na Escola de Citrolândia.Nomeada para auxiliar de Gabinete a partir de 30/07/38, transferida de Citrolândia para a Prefeitura. Exonerada enomeada Inspetora de Ensino que hoje equivale a Secretária de Educação em 24/10/38.

Nomeada Inspetora de Ensino “J” em 01/01/46.

Obs.: Foi durante um período auxiliar do Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, na época de Dr. Olvídio.Aposentada em 30/01/59.

Prefeitos com quem trabalhou:
1933 – Gilberto Huet Barcelar
1935 – Horácio Trovão de Campos
1936 – Sérgio José do Amaral
1936 – José Ullmann Junior
1938 – Dr. Salo Brand
1938 – Waldemar de Assis Ribeiro
1939 – Benjamim Franklin Kingston
1939 – Israel Jacob Averback
1942 – Waldemar de Assis Ribeiro
1944 – Marcyl Rosa de Lima
1944 – Ivan Marins
1946 – Alberto Nascimento
1946 – Irineu Galdino da Costa
1946 – Dr. Francisco Rondinelli
1947 – José Ullmann Junior
1955 – Olívio de Mattos
1959 – Waldemar Lima Teixeira
Obs.: Todos os Prefeitos de Magé entre 1932 e 1945 eram interventores.

Risoleta foi professora, poetisa, jornalista, cronista, conferencista, declamadora de seus próprios trabalhos.

Um ser humano inteiro, de uma energia e beleza de alma sem par. Foi amada, mas não o suficiente, pois amou mais, muito mais, pois que seu espírito superior não tinha medidas, transcendia a tudo o que poderia chamar COMUM.

Do descendente Aureliano Coutinho, Patrono da E. E. Visconde de Sepetiba, Risoleta fez o Hino dedicado a Aureliano Coutinho.Mais tarde os descentes agradecidos lhe enviaram um grande retrato feito especialmente para ela com a seguinte dedicatória:

“A inspirada professora e maravilhosa poetisa Risoleta da Silveira Matuck, homenagem do descendente de Visconde de Sepetiba”.

Hélio Nogueira também disse:
“... A sua poesia, visível enternecedora é a irmã gêmea da alma de uma eterna sonhadora”.

De Benoit Sertain – Poeta e linguista:
- Você é maravilhosa, Risoleta.

De Amélia Thomás – Poetisa de Cantagalo:
-Para frente, Risoleta, nada melhor que cantar.

De Hélio Nogueira, poeta de Rio Bonito:
- Risoleta, você é uma poetisa

Risoleta foi Presidente do Apostolado contribuindo muito para a “Obra do Berço”, iniciativa para ajudar a mãe pobre, por ocasião do natal.

Risoleta fazia versos e os enviava à sociedade e esta respondia com enxoval para as crianças necessitadas.

A sua paróquia foi muito beneficiada por ela.

De espírito afável e sempre pronta a colaborar, lá ia a poetisa com seu lirismo e pureza ora a compor as letras dos Hinos religiosos, ora a preparar um discurso em homenagem ao Bispo de Petrópolis ou mesmo a criar belíssimas poesias em homenagem a Maria, Nossa Senhora.

Participou do Grêmio Recreativo Talma (Grêmio Teatral), cujo objetivo era angariar fundos para a Fundação do Hospital de Magé.

Participou e recebeu certificado para a Campanha de Educação Florestal, organizada pelo Ministério da Agricultura.

Participou como jurada em festivais de música.

Risoleta é autora de vários hinos, porém, estes são os mais importantes:
- Hino a Alcindo Guanabara – Da Escola Estadual Alcindo Guanabara em Guapi;
- Hino a Aureliano Coutinho – Patrono do Visconde de Sepetiba;
- Hino ao Centenário de Emancipação Política de Magé;
- Hino do Ginásio e Escola Normal Mageense;
- Hino à Escola Noêmia Teixeira;
- Hino ao Ginásio Vocacional;
-Hino do Pelotão de Saúde da E. E. Visconde de Sepetiba.

Discursos – Muitos foram os discursos feitos por ela, porém deixamos de citar para não nos alongar 

Nascimento: 17/10/1914
Morte: 26/10/1982
Pai: Manoel Francisco da Silveira
Mãe: Elvira Goulart da Silveira

- Casou-se com o Poeta Jorge Matuck, sendo através de correspondência poética que o conheceu.
- Teve 07 (sete) filhos.
- Criada num meio de intelectuais, todo intelectual que vinha a Magé, vinha conhecê-la.
- Aprendeu violino, acordeon e piano.
- Aos 14 (quatorze) anos foi convidada para fazer um discurso em público, durante a Festa Cívica em Magé.

Uma comitiva ilustre do então Governo do Município Huet Bacelar, foi a sua casa e já ciente de sua capacidade intelectual malgrado seus 14 anos convidou Risoleta a que fizesse tal discurso.

Daí em diante a poetisa não deixou de criar e elevar Magé em versos e prosas. Sendo ela a oradora oficial de todas as festas cívicas e religiosas de Magé.

Tal era seu lirismo que foi cognominada, a PATATIVA DE MAGÉ.

Esta nota foi publicada no livro sobre os vultos fluminenses, onde vemos o histórico da poetisa – Biografia e Verso.

Seu nome também consta, assim como seus trabalhos, no livro que foi publicado pela Academia Fluminense de Letras.

Vale repetir, que em todos os jornais, escritores e poetas a cognominava “A PATATIVA DE MAGÉ”.

Com o dom da palavra, além de escrever seus discursos, também os fazia de improviso.

Risoleta foi a maior divulgadora de seu Município, durante uma época, toda a sociedade Mageense foi beneficiada.

Eram poemas dedicados a nubentes, debutantes, a quem fazia bodas de prata ou mesmo de ouro.

Uma pessoa que com sua vida e sua poesia só enriqueceu sua cidade, dedicando sua inteligência e capacidade intelectual a Magé.

Amou e enalteceu demais a terra em que nasceu.