JORNAL MILENIO VIP

Histórias de Magé

NOEMIA TEIXEIRA DOS SANTOS

Nasceu no dia 5 de novembro de 1906. Alva, loura, olhos azuis, boa estatura, era filha legítima de Leopoldo Teixeira dos Santos e de Anna Lopes Teixeira dos Santos. Era a quinta filha do casal, dos nove que tiveram: Paulo, Rafael, Mercedes, Luciana, Noemia, Rogério, Leopoldo, Maria, Lubélia.

Fez o curso primário em Magé, depois foi para o Colégio Santa Isabel, em Petrópolis, onde, como aluna interna, se diplomou em professora em letras no ano de 1924.

Entrou em concurso aberto pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro e foi nomeada professora efetiva da Escola de Andorinhas, onde só lecionou até o ano de 1933. Foi nessa época que começaram na Secretaria de Educação e Cultura, em Niterói, os Cursos de Aperfeiçoamento e ela se inscreveu num deles. Foi então, contaminada pelo tifo e faleceu em poucos dias no Rio, no dia 20 de janeiro de 1934. Seu corpo foi sepultado em Magé. Sua carreira como professora do interior, foi cheia de sacrifícios, ainda mais que foi na época em que não havia condução (ônibus ou automóvel) para Andorinhas e sim um Bondinho da Fábrica de Tecidos de Magé que, pela manhã, levava os passageiros e à tarde os trazia de volta.

A Escola “Noemia Teixeira dos Santos” recebeu esta denominação na gestão do Prefeito Waldemar Lima Teixeira que não era seu parente, mas apreciou de perto sua dedicação, zelo e eficiência no desempenho de suas funções, chegando ao ponto de morrer pela causa que abraçara.

“Heroína do esforço e da verdade! Mártir do dever! Vítima do amor ao trabalho e ao estudo!”.

“Teu nome ficará inscrito nesta casa para que simbolize a gratidão dos que te sobreviveram e será para as gerações futuras o modelo da retidão e do dever cumprido!”