JORNAL MILENIO VIP

Histórias de Magé

Pau Grande – Magé, Terra de Garrincha.

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em 28 de Outubro de 1933, de origem humilde, com quinze irmãos na família, Manuel dos Santos (Garrincha) é natural de Pau Grande, distrito de Magé. O apelido surgiu na infância, em Magé, quando o menino Manuel caçava um passarinho chamado garrincha, ave de cor parda com listras pretas e cauda vermelha.

Seu maior divertimento, no entanto era jogar pelada nos campos carecas de Pau Grande. Antes de ser aceito pelo Botafogo em diversos times cariocas, mas os treinadores não acreditavam que aquele menino de pernas tortas podia jogar um bom futebol. Com catorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube de Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Após uma breve passagem por um time de Petrópolis foi treinar no time da Estrela Solitária, Onde jogou a maior parte do tempo (1953-66) e onde teve seu periodo de maior gloria, mas de grande sofrimento para seus joelhos, vitimas de bordoadas e infiltraçoes.

Nos clubes, jogou 614 vezes, marcando 245 gols pelo Botafogo. Também atuou pelo Corinthians, Flamengo e o Olaria no Brasil, e pelo Atletico Junior da Colômbia. Sua carreira profissional se prolongou de 1953 a 1972. Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66). Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, o Brasil nunca perdeu. Dezenas de mulheres passaram pela vida de Garrincha, mas para apenas uma ele disse “eu te amo”: Elza Soares. Entretanto, quando ela entrou na vida do craque já havia uma outra oficial, uma não-oficial e inúmeras outras “passatempo”. Mas os dois “casamentos” terminariam definitivamente com o aparecimento de Elza. Garrincha conheceu a “Bossa Negra” em novembro de 1961 por causa de um concurso.

Totalmente apaixonado, antes de embarcar para o Chile, Garrincha diria para ela: “Eu vou ganhar essa Copa para você”. Na volta da Copa, Garrincha não retornou mais para Pau Grande. Abandonou sua mulher e foi viver com Elza, que teve um filho com Garrincha: Manuel Garrincha dos Santos Júnior. Mas nem o bebê pôde mantê-los juntos. No dia 30 de agosto de 1977, transtornado pela bebida, Garrincha agridiu Elza e ela o abandonou. Em uma de suas excursões com o Botafogo para a Europa, o ponta deixou uma sueca grávida. Nove meses depois, em 1959, nasceria Ulf Lindberg que nunca conheceria o pai. Com 12 filhos reconhecidos, Garrincha foi derrotado pelo alcoolismo, faleceu em 20 de janeiro de 1983. Vencedor da Copa de 58, Mané Garrincha foi essencial ao time brasileiro.

Em relato de Willy Meisl, comentarista esportivo, fala do belo futebol jogado por Mané Garrincha sobre a vitória do Brasil sobre a Suíça: “O Brasil foi só domínio e que foram os mais belos vinte minutos de futebol que já vira nos últimos tempos. Houve momentos que os suecos se sentiram no centro de um redemoinho infernal, inteiramente estonteados por Garrincha... . Garrinhca havia dançado quadrilha com o lateral esquerda da barrigada sueca...”