JORNAL MILÊNIO VIP - Como vocÍ ť importante, mulher - m„e!

Colunistas - Ivone Boechat

Como você é importante, mulher - mãe!

Publicado na edição 167 de Maio de 2019

 Há culturas que diversificam, classificam e discriminam a participação da mulher nos editoriais e fingem que não percebem a contribuição científica dela, ao longo dos séculos. Muito mais inferiorizada pela educação das nações do que pela capacidade intelectual feminina, já pesquisada e comprovada, ela dá a volta por cima e prova que é tão inteligente e capaz quanto o homem.

Socialmente, há figuras que se apresentam para representar a mulher nos meios de comunicação que nem sempre a representam; incentivam muito mais olhos precipitados à discriminação que se apressam a julgar e condenar a imagem feminina. 

Ostentando o título de rainha do lar, a mulher levantou-se do trono e foi à luta: compete, disputa e chega a patamares de conquistas na sociedade.

Segundo dados obtidos na Revista Mulher de Negócios, na América Latina a força do trabalho da mulher cresceu, chegando a 40%. No Chile, elas operam 30% das microempresas. Nos Estados Unidos e Suécia, a estatística registra índices mais altos, 60%.

Na República Dominicana, 50%; na Costa Rica, a média é de 35% de mulheres na Administração e na Jamaica, 31%. No Brasil, as mulheres estão assumindo cargos executivos, em torno de 25%. Muito ainda a conquistar.

Dia das Mães! Todas as homenagens se derramam hoje sobre a mulher - mãe! 

O número de famílias chefiadas por mulheres mais que dobrou em uma década e meia. As mulheres comandam 40% dos lares brasileiros. O contingente de lares em que elas tomam as principais decisões saltou de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões, em 2015 - avanço de 105%. Em compensação, o número de mulheres que pilotam aeronaves cresceu 106% em dois anos.

Todavia, ser mulher é ser forte como rocha e frágil como a flor, quando enfrenta e vence os desafios da vida, somando na luta. Ser mulher é ser mãe, gerando no coração e no útero uma nova vida.

Ser mulher é ser discreta quando desempenha inúmeros papéis na sociedade: avó, tia, mãe, filha, sobrinha, irmã, executiva, sogra, nora, serva do Senhor e, ainda, a mulher que todo homem sonha: romântica, atualizada, cozinheira, mãe, esposa, descansada e elegante, na sua volta do trabalho. Só que, muitas vezes, ela chega depois dele, cansada da luta diária, fora do lar. Firme e resoluta não se detém.

Desde os primeiros passos da mulher, ela mostrou-se digna e forte no cumprimento das missões e desafios: do berço à cruz. Na oração de Sara e na lágrima de Maria, mãe do Amor, exemplos que a humanidade abraça e adota como exemplo.

Ivone Boechat
Conheça o perfil de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui